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X Congreso 2019

FUNDAMENTAÇÃO

As configurações atuais da violência é a temática escolhida pela FLAPPSIP y AUDEPP como eixo central de nossos próximos congressos.

Nada aleatória é a escolha deste tema: as violências que se manifestam em nossas sociedades nos comovem diariamente. Violência social, instituições violentas, o poder abusivo dos poderosos sobre os desprotegidos, a crueldade nos vínculos, a submissão desubjetivante do semelhante humano vivido como outro ameaçador… É ampla a lista das formas e disfarces em que se expressa e nos pressiona este problema.

Desde os primórdios, a psicanálise, tem se ocupado de analizar as violências e de identificar seus efeitos, tanto na clínica como na cultura. Freud, sem ignorar as determinações históricas, explorou as fontes da agressividade humana, localizando sua vertente pulsional e sua incidência destrutiva para o sujeito e o núcleo social. A partir de então, numerosos desenvolvimentos conceituais tem enriquecido nossa compreensão, ampliando o horizonte de nossas intervenções psicoterapêuticas individuais e nos distintos âmbitos (grupos, comunidades, instituições) em que como psicanalistas somos convocados para mitigar o sofrimento psíquico.

A notável severidade que apresentam as violências em nosso continente e suas consequências sobre a subjetividade nos orientou na escolha desta temática.

Nos interesa abrir espaços de reflexão, debate, produção de ideias e intercâmbio com outros saberes, acerca destes fenômenos que não tem cessado de interpelar-nos. Em nossa práctica reconhecemos o impacto da violência em muitas de suas versões, assim como percebemos as condições para sua gênesis a partir de determinadas configurações intersubjetivas.

Propomos abordar o tema desde o lugar da agressividade na estruturação subjetiva, partindo da diferenciação dos conceitos de agressividade, agressão, sadismo e violência, identificando suas particularidades e vinculações.

Então, buscaremos uma articulação com as modalidades que adotam hoje as manifestações das violências em nossas comunidades, o que requer examinar os determinantes que tenham propiciado a fragmentação dos enlaces coletivos e o rompimento dos pactos interhumanos, dando origem a novos modos de exclusão e segregação, e a formas de desubjetivação inéditas. Resulta necessário, também, que nos interroguemos acerca das condições de produção de violências nos vínculos, desde os mais fundantes (parentalidades, família, filiação, casal, dentre outros) até as estruturas sociais mais amplas, que albergam, sustentam ou contestam diferentes formas de violência.

Nesta direção se inscreve o aporte fundamental que a psicanálise pode fornecer ao mal estar atual. Seguir pensando, rigorosamente, sobre esta questão crucial constitui um imperativo ético e uma exigência clínica inevitável. Para enriquecer nossa perspectiva, abriremos o diálogo com outras disciplinas: as ciências sociais, a antropología, o direito e a medicina forense, os estudos de gênero, a comunicação e as neurociências.

Trabalharemos em distintos dispositivos que promoverão o pensamento crítico e o intercâmbio de experiências: modos de exclusão e segregação, e a formas de desubjetivação inéditas. Resulta necessário, também, que nos interroguemos acerca das condições de produção de violências nos vínculos, desde os mais fundantes (parentalidades, família, filiação, casal, dentre outros) até as estruturas sociais mais amplas, que albergam, sustentam ou contestam diferentes formas de violência.

Nesta direção se inscreve o aporte fundamental que a psicanálise pode fornecer ao mal estar atual. Seguir pensando, rigorosamente, sobre esta questão crucial constitui um imperativo ético e uma exigência clínica inevitável. Para enriquecer nossa perspectiva, abriremos o diálogo com outras disciplinas: as ciências sociais, a antropología, o direito e a medicina forense, os estudos de gênero, a comunicação e as neurociências.

Trabalharemos em distintos dispositivos que promoverão o pensamento crítico e o intercâmbio de experiências: conferências, paineis, mesas redondas, debates participativos, conferências, paineis, mesas redondas, debates participativos, cursos e discussões clínicas.

Contamos, com o interesse e a participação de todos, em nosso próximo congresso.

Ejes temáticos

  • La violencia desde las diferentes teorías del psicoanálisis contemporáneo:

    • Violencia/agresión/agresividad
    • Teoría del apego y tendencias destructivas
    • Trauma y regulación emocional
    • Acto y palabra
    • Mentalización
  • Las violencias actuales en la clínica: discusión y análisis de casos. Transferencia y contratransferencia en la clínica de las violencias

  • Efectos del maltrato y la violencia en la estructuración subjetiva

  • Violencias familiares. Violencias institucionales

  • Violencias sociales. Violencias de estado

  • Abusos sexuales y violencias de género: crueldades del patriarcado. Diversidades sexogenéricas

  • Tecnologías, medios de comunicación y redes sociales. Naturalización del horror. Efectos en la subjetividad

  • El psicoanálisis en tiempos de exclusión, fragmentación y ruptura del lazo social: intervenciones psicoanalíticas en el campo comunitario

  • Los psicoanalistas y su relación con las instituciones: hospitales y centros de salud, escuelas, dispositivos de encierro y reclusión, organizaciones sociales

  • La ética del psicoanálisis y la construcción de legalidades

  • El psicoanálisis en diálogo con otras disciplinas

Invitadas